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Domingo, 28.12.08

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QUEM TEM MEDO DA VERDADE?

Às primeiras vezes podia ser engano ou distração. Mas a permanência das situações de apagamento sistemático, ao longo das últimas semanas, de todos os links com as referências para este blog, registos estes existentes em toda a rede "Wikipedia", nomeadamente nas edições portuguesa e espanhola, levou-nos evidentemente a chegar à conclusão de que tais cortes são propositados e têm como objectivo dificultar o mais possível a divulgação deste espaço que começa ser incómodo para alguns. 
E mais não digo ainda que me fosse fácil fazê-lo. Apenas e tão só que não nos silenciarão na tarefa de divulgação da verdade histórica sobre as Ilhas Selvagens. Custe o que custar.
publicado por Pedro Quartin Graça às 14:05 | link do post | comentar
Sábado, 20.12.08

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As Selvagens e a soberania nacional


Uma das questões que pode suscitar estranheza ao leigo cidadão é esta: qual é, afinal, a importância de um território desértico, de clima agreste, semi-habitado... onde pouco ou nada existe... para a integridade do território nacional e para a preservação e respeitabilidade da sua soberania? De facto, as coisas não podem ser vistas de forma tão linear.

No caso das Selvagens, o pouco que nelas se vê e o nada que lá existe do ponto de vista infra-estrutural, não traduz o peso que têm.
Efectivamente são riquíssimas do ponto de vista dos recursos marinhos, são fundamentais para a extensão da Zona Económica Exclusiva nacional e representam, em si mesmas, um valor material em termos territoriais... e isso tem um valor inestimável do ponto de vista da soberania e da identidade de um país.
Esta é a análise do General Loureiro dos Santos (na foto*) que afirma que a expedição do GIRA vem lembrar aos mais esquecidos - leia-se, a maioria dos portugueses - que as Selvagens podem ser pequenas mas existem... e são parte integrante de Portugal.

Oiça a entrevista aqui:

http://radioselvagens.blogspot.com/2008/07/as-selvagens-e-soberania-nacional.html

*Loureiro dos Santos foi Ministro da Defesa Nacional nos IV e V Governos Constitucionais e antigo Comandante Chefe da Madeira

publicado por Pedro Quartin Graça às 22:26 | link do post | comentar

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EXPEDIÇÃO DE RADIOAMADORES PORTUGUESES ÀS ILHAS SELVAGENS

CQ9U

IOTA AF-047

24-25-26-27 JULHO 2008





publicado por Pedro Quartin Graça às 22:18 | link do post | comentar
Domingo, 14.12.08

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As Selvagens: Mais mar que terra

Jornal A União - 3 de Dezembro de 2008, por Alvaro Monjardino
As Ilhas Selvagens são um mini-arquipélago atlântico, a uns 280 km para sul da Madeira e apenas 160 km para norte de Tenerife, nas Canárias, e com área total inferior a três quilómetros quadrados. 

Descobertas por navegadores portugueses em 1438, as Selvagens nunca foram povoadas devido à sua pequena dimensão e aridez. Mas eram objecto de propriedade privada por famílias madeirenses, a última das quais as pôs à venda em 1959, tendo acabado por ser formalmente compradas pelo Estado português, que ali estabeleceu, em 1971, uma reserva natural. 

A maior proximidade das Canárias levou a reivindicações espanholas, inicialmente a pretexto de faróis e expressas pelo menos desde 1911, mas a Comissão Permanente do Direito Marítimo Internacional reconheceu, em 1938, que as ilhas eram de Portugal. 

Entre 1972 e 2005 a Marinha portuguesa apreendeu pesqueiros espanhóis em águas próximas das Selvagens e violações do espaço aéreo das ilhas por aparelhos da Força Aérea espanhola aconteceram em 1996 e 1997, com protestos portugueses. 

O problema mais bicudo é, porém, o da Zona Económica Exclusiva, porque a definida a partir da Madeira se sobrepõe à definida a partir das Canárias. Como a regra, em casos de sobreposição, é traçar a divisória das duas zonas por uma linha equidistante das costas de cada país, está mesmo a ver-se que, se a definição portuguesa se fizer a partir das Selvagens, a da espanhola encolhe para o sul… 

De Espanha sustenta-se que as Selvagens são meros rochedos sem condições para utilização humana, com olho na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar que, no nº 3 do seu artigo 121º, declara: Os rochedos que, por si próprios, não se prestam a habitação humana ou a vida económica não devem ter zona económica exclusiva nem plataforma continental. 

E, em 1996, uma escorregadela do nosso inefável ministério dos Negócios Estrangeiros, reconhecendo que as Selvagens eram mesmo rochedos, teve que ser salva in extremis pelo ministério da Defesa, alertando para as consequências deste reconhecimento. 

A reserva natural das Selvagens está hoje a cargo do Serviço do Parque Natural da Madeira, que ali mantém, como vigilantes, os dois únicos habitantes do arquipélago o qual, por mor disto tudo, até já mereceu nada menos que duas visitas presidenciais, uma de Mário Soares, outra de Jorge Sampaio... 

Todavia, o problema da Zona Económica Exclusiva permanece em aberto. E, em boa verdade, o que até agora tem mesmo preservado os direitos de Portugal é não haver por ali sinais de petróleo. 
Álvaro Monjardino (2008-12-13)
publicado por Pedro Quartin Graça às 00:09 | link do post | comentar
Sexta-feira, 12.12.08

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IAC apresenta Ilhas Selvagens

Jornal A União - 12 de Dezembro de 2008

 

O mais recente projecto de Paulo Henrique Silva, ILHAS SELVAGENS 30¢ª 08’ N 15¢ª 54’ W, que deu origem a um CD áudio-multimédia (numa co-edição do Instituo Açoriano de Cultura, da Universidade da Madeira e d’Os Montanheiros) e a uma exposição de fotografia (produzida pela Direcção Regional de Cultura, no âmbito do Projecto Mediat), será apresentado, hoje, pelas 18h30, na Galeria do IAC.

 A apresentação destes conteúdos culturais (CD áudio-multimédia e exposição de fotografia) será feita por Gonçalo Pereira, Director da National Geographic Portugal, que tem seguido os trabalhos de Paulo Henrique Silva na área do património cultural e natural e que, inclusivamente, participa com um texto da sua autoria tanto na edição multimédia como na exposição de fotografia.

O CD e a exposição ILHAS SELVAGENS 30¢ª 08’ N 15¢ª 54’ W de Paulo Henrique Silva resultam de uma solitária e prolongada estada do autor nestas ilhas para observação e registo da fauna e flora deste território de grande riqueza no contexto do Património Natural da Macaronésia e integra registos fotográficos, vídeo e áudio, para além de textos diversos.

Segundo o autor “este trabalho constitui uma ferramenta importante para o conhecimento, promoção ambiental e monitorização da vida selvagem terrestre dependente dos oceanos. A utilização dos meios tecnológicos actuais ao serviço da multimédia faz deste projecto um documento único e inédito sobre um pequeno grupo de ilhas perdido na imensidão do Atlântico, representando um alerta para a protecção e monitorização de lugares como este.”


Para Jorge A. Paulus Bruno, Presidente da Direcção do IAC, que desde logo apoiou o autor na realização deste projecto, “Paulo Henrique Silva tem desenvolvido projectos que têm merecido ao IAC a maior atenção, não só pela responsabilidade com que os realiza, como pela qualidade e interesse dos seus conteúdos e ainda dos temas que são abordados. Desta sua viagem resultaram um CD áudio-multimédia, nos Açores co-editado pelo IAC e pelos Montanheiros, e uma exposição de fotografia da responsabilidade da Direcção Regional da Cultura (Projecto Mediat), que o IAC tem agora a grata oportunidade de apresentar conjuntamente na sua Galeria.”


Paulo Henrique Gomes da Silva nasceu na ilha Terceira, Açores, em 1971.Iniciou a sua actividade profissional como técnico de som em 1987 no Rádio Clube de Angra, e está desde 1988 ao serviço da Antena 1 Açores nos estúdios em Angra do Heroísmo. Desde 2001 tem vindo a dedicar grande parte do seu tempo à pesquisa e recolha das tradições orais dos Açores. Algumas das suas recolhas foram utilizadas por grupos musicais nacionais e estrangeiros.


Foi responsável pelas gravações do CD À Viola, editado em memória de José Luís Lourenço, e pelos trabalhos de digitalização e restauro de som do CD José da Lata - O Pastor do Verbo, editado pela Direcção Regional da Cultura. É autor do duplo CD Tradições Orais – Corvo, São Jorge e Terceira, editado pelo IAC-Instituto Açoriano de Cultura. Gravou e ilustrou com som de ambientes naturais dos Açores o CD Horizontes da Tranquilidade, da poetisa da Póvoa do Varzim, Benedita Stingl.

Foi responsável pela criação do Ecomuseu-Núcleo Museológico dos Altares, sendo autor da exposição fotográfica permanente e dos documentários em vídeo sobre aquela freguesia rural da ilha Terceira. Foi convidado a participar, com imagens sobre a flora endémica dos Açores e em parceria com Paulo Barcelos e Victor Hugo Forjaz, no Atlas Básico dos Açores, editado pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.


É autor do livro de fotografia O Vulcão de Santa Barbara, editado pelo IAC-Instituto Açoriano de Cultura e pela Associação Os Montanheiros, bem como da Instalação de som e imagem intitulada A Madrugada das Cagarras, que incluiu a publicação de um CD áudio multimédia com edição do Museu de Angra do Heroísmo e da Ecoteca da Ilha Terceira.


Passou um mês nas Ilhas Selvagens, entre Maio e Junho de 2008, com objectivos conservacionistas e de promoção ambiental a registar a fauna e flora existente naquele sub-arquipélago.

publicado por Pedro Quartin Graça às 14:31 | link do post | comentar
Bem-vindo ao Blog “Ilhas Selvagens”! Este é um espaço dedicado à divulgação das Ilhas Selvagens, subarquipélago da Madeira, o extremo mais a sul do território nacional. Uma janela aberta ao mundo e um retrato da zona mais desconhecida de Portugal. Entre e explore as ilhas!

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