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Biólogos optimizam processos para carregar o M@rbis

2010-06-15


Expedição às Selvagens Dia 8

As Selvagens irão servir como uma espécie de teste ao M@arbis, um sistema de informação georreferenciada que visa ajudar os investigadores a catalogar as amostras, funcionando como uma base de dados que deverá ser carregada todos os dias, enquanto durar a missão.
Estebaliz Berecibar, coordenadora da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), vai ser a responsável pelo M@rbis no Creoula, sendo que um outro colega da EMEPC irá estar no intertidal, ou seja, entre as marés.
No Gago Coutinho está a maioria do material que será utilizado na expedição, nomeadamente os ROV, enquanto o Creoula transporta material de mergulho e de catalogação.
As ilhas Selvagens foram já divididas em sectores, para que possam ser estudadas o melhor possível: há uma equipa em terra, que vai estudar as aves e outra equipa que vai trabalhar entre as marés, fazendo levantamentos e raspagens do biótopo. No subtidal está o grupo de mergulho, que irá realizar levantamentos, raspagens e recolha de espécimes nos biótopos.
Onde os mergulhadores não chegam, vão os ROV: o mais pequeno alcança os 30 metros, o médio chega até aos 100 e o ROV Luso, o maior de todos, irá trabalhar até aos mil metros, sendo que a sua capacidade atinge os seis mil.
«Houve uma serie de reuniões no sentido de preparar um protocolo para que seja possível uniformizar ao máximo o processo de catalogação das amostras. É importante que as pessoas trabalhem da mesma forma durante os processos», defende Estebaliz Berecibar, lembrando que o planeamento é fundamental.
Para uma investigação o mais apurada possível, as amostras são catalogadas e a informação é inserida no M@arbis, obedecendo a uma série de critérios. «O ideal seria que, no final de cada dia, a informação recolhida estivesse toda carregada no sistema», remata a responsável.
publicado por Pedro Quartin Graça às 12:06 | link do post | comentar