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Sexta-feira, 25.06.10

Planeta Azul online


25/06/2010
Escolas vão receber vídeos didácticos com imagens do ROV
Diana Catarino
Uma semana depois do início da expedição da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), o chefe de missão, Manuel Pinto de Abreu, faz um balanço positivo do trabalho dos três navios.
Depois de terminado este que foi o primeiro mergulho da missão do ROV Luso, que balanço faz desta primeira semana de missão?
Está a correr muito bem, muito melhor do que o ano passado. Isto mostra que começa a haver um desenvolvimento cada vez maior, assim como o dominar da tecnologia. O ano passado mergulhámos 10 vezes até ter o ROV Luso completamente afinado, desta vez conseguimo-lo ao quarto mergulho.
Hoje foi um mergulho normal, com algumas peripécias que aconteceram por razões naturais: o fundo acidentado, uma rede de pesca, uma linha…Bom, tudo aquilo que podia ter acontecido de mau, aconteceu, e felizmente conseguimos resolver tudo. As manobras de emergência correram muito bem e o equipamento está a trabalhar muito bem.

Quantas pessoas são necessárias para que o ROV possa mergulhar?
Para a largada do aparelho precisamos de um homem no guincho e alguém na retaguarda, três a segurar no cabo umbilical, para controlar os primeiros momentos de largada e mais três na cabine de controlo. Depois de o ROV estar dentro de água, precisamos de um homem no exterior e outro a zelar por ele, mais dois dentro da cabine de controlo e o chefe da missão.

Quanto tempo dura um mergulho do aparelho?
São mergulhos demorados, e depende muito do tipo de fundo. Neste mergulho, por exemplo, a partir de determinada altura saímos daquela base de areia, e passámos para uma zona bastante rochosa, É preciso ter muito cuidado com o umbilical. Quando estamos a recolher as amostras temos de colocar o ROV no fundo e ter muito cuidado, tentando estabilizá-lo muito devagar.

Para que servirão as imagens captadas pelo ROV Luso?
Estas imagens vão ser preparadas com o objectivo de uma posterior análise científica, estando disponíveis para qualquer cientista ou instituição, podendo servir para investigações futuras. Para além disso, estamos a ver se conseguimos fazer um conjunto de vídeos didácticos e pedagógicos para poder distribuir nas escolas e universidades de Portugal.
publicado por Pedro Quartin Graça às 22:51 | link do post | comentar
Sábado, 19.06.10

Portal Ambiente e Planeta Azul


Um dia no NRP Almirante Gago Coutinho



2010-06-18

Depois de vários dias a navegar no Creoula, a imponência quase bélica do NRP Almirante Gago Coutinho impressiona. O veleiro, mais silencioso e com um convés amplo, contrasta com este navio, já que a vida da guarnição e dos cientistas é feita maioritariamente dentro do barco. 
No primeiro piso, fazem-se os preparativos para o lançamento do ROV Luso, um aparelho que está a ser testado pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e que serve para filmar e recolher amostras do fundo do mar, até uma profundidade de seis mil metros. Aqui, ao largo das Selvagens, o aparelho só terá de descer até aos dois mil, que é a profundidade da zona. 
Depois de alguns testes feitos na noite anterior, o ROV Luso está quase pronto a submergir. Para além dos técnicos que coordenam a submersão do aparelho, que desce a uma velocidade de 1000 metros em cada hora, há uma sala de controlo, na qual os cientistas vão observando as profundezas através da câmara e fazendo censos.
Manuel Pinto de Abreu, o chefe da EMEPC e comandante reformado da Marinha, está de atenções viradas para o aparelho, tão importante para o meio científico e para a divulgação do trabalho da estrutura. Fala constantemente através do intercomunicador e, apesar da aparente serenidade, é possível vislumbrar alguma ânsia para que tudo corra conforme previsto.
Para além do ROV Luso, há ainda mais dois ROV que irão filmar a menos profundidade, bem longe das zonas onde os mergulhadores do Creoula fazem as raspagens e recolhas todos os dias, através de mais de uma vintena de biólogos e três especialistas em mergulho, cujo trabalho é manter a segurança e os procedimentos dos mergulhadores.
Autor / Fonte
Diana Catarino
publicado por Pedro Quartin Graça às 15:28 | link do post | comentar
Quarta-feira, 16.06.10

Planeta Azul online


15/06/2010
No Creoula também se recicla
Diana Catarino
Se o seu argumento para não fazer separação de resíduos é a falta de espaço, desengane-se: aqui, a bordo do Creoula, também se recicla. A questão é tão mais importante quanto os dias de missão, neste caso 23, o que faz com que o navio se possa transformar num atento caos, já que os resíduos terão de ser mantidos a bordo.
O primeiro-sargento T.F. Paulino é dispenseiro do Creoula, também responsável pelas práticas de separação dos resíduos a bordo. Num cantinho da cozinha estão os caixotes que albergam os resíduos: os orgânicos, que são deitados ao mar, o plástico e o metal, cujo volume é reduzido através de um compactador, o vidro, que também é separado e o cartão, que é compactado manualmente.

"Não é fácil gerir o lixo de 40 pessoas, mais a mais quando falamos de uma missão que durará 23 dias. Ainda não se fez, neste navio, tantos dias seguidos no mar, não vai ser muito fácil", admite o responsável.

Fazer o mínimo de lixo possível é a palavra de ordem, até porque a guarnição não quer ter de racionar, por exemplo, os toalhetes de papel que são utilizados como toalha de refeição. De qualquer modo, o vidro é a maior preocupação, já que a falta de um triturador a bordo faz com que o volume seja bastante significativo
publicado por Pedro Quartin Graça às 09:29 | link do post | comentar
Terça-feira, 15.06.10

Planeta Azul


14/06/2010
Começa a faina no Creoula
Diana Catarino
Das 90 pessoas que estão a bordo do Creoula, algumas ainda não se habituaram à mão do mar que balança o navio rumo às Selvagens, a um dia de distância. Apesar disso, ninguém enjoou e as tarefas a bordo são realizadas por todos, guarnição e instruendos.
A alvorada apita-se às sete da manhã, sendo que durante hora e meia abre o refeitório para a primeira refeição do dia. Às oito e meia, é hora de içar seis das doze velas que compõem o lugre: todos estão munidos de luvas e, enquanto uns puxam as cordas necessárias para que o guincho possa içar as velas, outros vão arrumando as cordas que se encontram no chão do convés.

Hoje, excepcionalmente, as limpezas serão feitas à tarde. Todos entram no sistema de grupos de trabalho, os chamados quartos, turnos de quatro horas que são realizados em sítios tão diferentes como a cozinha, o leme ou a vigia.

Na proa, já ocuparam as posições os ornitólogos que vieram estudar as aves marinhas. Munidos de um GPS, registam a observação em intervalos de cinco minutos, sendo que a esta altura já se avistam as famosas cagarras (ou cagarros) e os calcamares, assim denominados devido à impulsão que dão com as patas na superfície marítima, utilizando as asas como planadores.

À hora de almoço, não estivéssemos nós no mar, é servido caril de lulas com arroz e uma sopa de legumes, já que é muito importante percorrer todos os géneros alimentícios durante uma missão, ajudando à boa forma física e ao moral dos embarcadiços.

Depois das limpezas, o turno que me coube em sorte leva-me até à cozinha, onde é preparada uma jardineira onde nem sequer faltam os enchidos para dar cor ao prato. Depois, hora de recolher as velhas, já que o navio só poderá fundear de manhã e bastará navegar a três nós.
publicado por Pedro Quartin Graça às 08:44 | link do post | comentar
Quarta-feira, 09.06.10

Diário de Bordo


Os barcos que rumam às Selvagens
Diana Catarino
Planetazul embarcou com mais de 70 cientistas na maior expedição realizada em Portugal, rumo às Ilhas Selvagens. Conheça os barcos que nos transportam.
Creoula nasceu em 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral das Pescarias. Este lugre de quatro mastros, viu a construção da roda da proa reforçada, para aguentar os mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia. Em 1979 o Creoula foi comprado pela Secretaria de Estado das Pescas, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, com a finalidade de nele ser instalado um museu de pesca. Na primeira docagem, verificou-se que o casco se encontrava em óptimas condições, decidindo-se que o navio se manteria a navegar e seria transformado em Navio de Treino de Mar (NTM) para apoio na formação de pescadores e possibilitar a vivência de jovens com o mar.

Construída em 2000 no estaleiro naval de Vila do Conde, a Caravela Vera Cruz é uma réplica das antigas Caravelas usadas pelos Portugueses na Era dos Descobrimentos. A obra foi concluída precisamente no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. A Caravela ajuda a possibilitar o treino de vela e experiências de mar, participa em provas e outros eventos náuticos, enquanro também presta um precioso serviço à investigação do comportamento e manobra das antigas Caravelas. As escolas são visitantes frequentes.

O N.R.P. Almirante Gago Coutinho, após a chegada a Portugal, passou ao estado de desarmado a aguardar financiamento para o projecto de conversão até Fevereiro de 2006. Em Fevereiro de 2006 iniciou a fase de fabricos para instalação de novos equipamentos e conversão num moderno navio hidro-oceanográfico, no Arsenal do Alfeite, a qual decorreu até Maio de 2007. Nesta fase foram instalados dois SSMF, um ADCP, um sondador acústico, guincho de corer, aparelhos de força, (incluindo dois pórticos e três gruas), novos espaços laboratoriais e equipamentos de navegação.
Desde Maio de 2007, com a actual configuração, o N.R.P. “Almirante Gago Coutinho” está operacional, estando atribuído prioritariamente à execução dos levantamentos hidrográficos para a extensão da plataforma continental.

publicado por Pedro Quartin Graça às 22:25 | link do post | comentar
Bem-vindo ao Blog “Ilhas Selvagens”! Este é um espaço dedicado à divulgação das Ilhas Selvagens, subarquipélago da Madeira, o extremo mais a sul do território nacional. Uma janela aberta ao mundo e um retrato da zona mais desconhecida de Portugal. Entre e explore as ilhas!

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