Quarta-feira, 31.08.16

A visita às Selvagens do Presidente da República através de som

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Oiça o que foi a visita de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, às Ilhas Selvagens.

 

publicado por Pedro Quartin Graça às 15:32 | link do post | comentar
Domingo, 17.04.16

As barracudas das Selvagens

publicado por Pedro Quartin Graça às 17:59 | link do post | comentar
Terça-feira, 24.11.15

Ilhas Selvagens na Matiné Pensante 2015 em Bruxelas

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As Ilhas Selvagens marcaram presença na edição da MATINÉ PENSANTE 2015 que teve lugar em Bruxelas, Bélgica,  a 14 de Novembro, por intermédia de uma conferência de autoria do autor deste blog.

Na ocasião, Pedro Quartin Graça reflectiu sobre o papel geoestratégico das Ilhas Selvagens no Atlântico nesta que foi mais uma edição da já muito prestigiada iniciativa de Ana Faria dedicada à Madeira.

publicado por Pedro Quartin Graça às 12:17 | link do post | comentar
Domingo, 19.10.14

O Caso do Marijean

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Por: Rodrigues Pereira

 

No Verão de 1981 o NRP Zaire realizou mais uma das suas viagens de apoio aos guardas do Parque Natural das Ilhas Selvagens, levando a bordo também uma equipa de faroleiros para vistoriar os dois faróis daquelas ilhas.

Tendo atingido a Selvagem Grande ainda aos primeiros alvores, decidiu o comandante do navio continuar a viagem até à Selvagem Pequena onde chegariam já em pleno dia, permitindo aos faroleiros um desembarque mais seguro e uma visita ao farol em pleno dia.

Ao aproximar-se do fundeadouro o navio português deparou-se com uma situação, digamos, bizarra. Fundeado bem junto à praia estava uma pequena embarcação de pesca, de cerca de 12 metros de comprimentos, com a bandeira espanhola içada; era o Marijean, matriculado nas ilhas Canárias.

Na praia estavam abicadas três grandes baleeiras a remos e vela, e em terra, estavam literalmente acampados, dezoito pescadores espanhóis que, além das tendas e de uma cozinha improvisada, tinham montado uma seca para o peixe.

Recordo que a última visita às ilhas tinha sido efectuada duas semanas antes.

Desembarcaram do navio duas equipas; uma, sob o comando do oficial imediato para identificar os ocupantes da ilha e outra com os faroleiros que iriam vistoriar o farol.

Identificados todos os ocupantes da ilha, foi-lhes ordenado que levantassem o acampamento e abandonassem a ilha e se dirigissem à Selvagem Grande.

Com muita resistência passiva lá recolheram os seus pertences e, escoltados pelo Zaire, foram fundear na baía das Cagarras, ficando as três baleeiras amarradas pela popa do pesqueiro.

Comunicado o sucedido para o então comando Naval da Madeira, recebeu-se, três horas depois a confirmação das intenções do comandante. Deixar na baia das Cagarras, abicadas na rampa, as baleeiras e levar para o Funchal o pesqueiro.

O Zaire foi, entretanto, executando as restantes tarefas que o tinham levado até àquelas ilhas; os faroleiros inspeccionaram o farol, fez-se a rendição dos guardas e desembarcaram-se mantimentos, água e outros materiais necessários aos guardas que ali permaneciam.

Continuando a resistência passiva dos espanhóis em levar o navio para o Funchal – alegavam que não aguentava aquela tão longa viagem e também que não tinham combustível. Havíamos verificado que tinham deitado gasóleo ao mar durante o curto trajecto entre as duas ilhas.

A bordo do Zaire prestava então Serviço militar um jovem pescador que tinha vindo de Moçâmedes para o Algarve numa embarcação ainda mais pequena e que ofereeu para conduzir o Marijean até ao Funchal.

A meio da tarde o comandante do Zaire decidiu que, depois de encalhadas e espiadas para terra as três baleeiras, se passasse reboque ao Marijean e se largasse para o Funchal, a 180 milhas (± 335 km) de distância.

Era importante efectuar algumas horas da viagem durante o dia para se poder averiguar do comportamento da embarcação de do respectivo cabo de reboque.

Os espanhóis foram reunidos na tolda do Zaire, junto à peça de ré, guardados à vista por um marinheiro armado.

Para bordo do pesqueiro foram enviados três marinheiros que garantiam o controlo da situação a bordo: manobrar o leme, verificar o cabo de reboque e detectar alguma infiltração de água a bordo.

Realizada a cerca de 4 nós (7,4 km/h) de velocidade a viagem até ao Funchal demorou 48 horas.

No Funchal o processo de contra-ordenação foi entregue à Capitania do Porto do Funchal e só ao fim de duas semanas a “multa” foi paga – pelo consulado espanhol – e o Marijean escoltado de volta às Selvagens onde recolheram as baleeiras e depois até fora das águas territoriais portuguesas a Sul daquele arquipélago.

Ao que se julga saber este incidente – e especialmente o facto de a “multa” ter sido paga pelo consulado Espanhol – serviu como prova da soberania portuguesa sobre aquelas ilhas junto do Tribunal Internacional de Haia, onde o Estado Espanhol teria apresentado a questão.

Com última cena, julgo lembrar-me que o cônsul espanhol foi exonerado alguns dias depois do incidente terminado.

 

publicado por Pedro Quartin Graça às 08:21 | link do post | comentar
Terça-feira, 23.09.14

"Cuanza" a caminho das Selvagens devido a protesto de espanhóis

 

O comandante da Capitania do Porto do Funchal afirmou hoje que o navio do dispositivo da Marinha na Madeira vai rumar às Ilhas Selvagens para verificar, no local, os contornos da ação de protesto de dois independentistas de Canárias.
“A unidade naval atribuída ao comando da Zona Marítima da Madeira já está a preparar-se para largar e ir para o local, para verificar o que se está a passar, acautelar alguma segurança que seja necessária, garantir e perceber o que se está a passar”, disse Félix Marques a propósito da notícia sobre o grupo de militantes da Alternativa Nacionalista Canária (ANC) que “desembarcou” na segunda-feira nas Ilhas Selvagens.
Estes elementos protagonizaram um protesto simbólico de contestação às prospeções petrolíferas previstas na zona e de reivindicação de soberania sobre aquele arquipélago que fica mais próximo do arquipélago das Canárias.
O responsável da autoridade marítima da Madeira adiantou que o navio-patrulha leva cerca de dez horas a chegar aquelas ilhas e que, “provavelmente quando chegar, os espanhóis” já terão abandonado a Selvagem Pequena.
“Se o navio-patrulha lá chegar e estiverem os espanhóis, provavelmente não estarão, vamos tentar perceber o que está a acontecer, qual o objetivo do protesto e, em tempo útil, serão tomadas as medidas adequadas para o efeito”, declarou.
Félix Marques acrescentou que os vigilantes da natureza, que estão ao serviço do Parque Natural da Madeira, naquele território, “comunicaram a presença de dois espanhóis das Canárias que terão efetuado uma ação de protesto, içando a bandeira de Espanha no local”.
O comandante adiantou que este episódio foi igualmente comunicado ao Chefe de Estado-Maior da Armada, “que fará os contactos a nível ministerial, para o ministério da Defesa e Negócios Estrangeiros sobre o que está a acontecer”.
O responsável salientou que “nada impede, com autorização do Parque Natural, que as pessoas possam desembarcar e visitar a ilha” mas que neste caso o desembarque aconteceu na segunda-feira, tendo os espanhóis “fugido ao controlo” dos vigilantes.
Félix Marques acrescentou que se trata de um grupo de cinco pessoas e que dois “terão permanecido ou não terão regressado para a embarcação ou terão desembarcado esta noite para esta ação de protesto”.
O porta-voz do ANC explicou hoje à agência Lusa que a ação não pretende "abrir qualquer conflito com Portugal" - que tem a soberania sobre as Selvagens -, mas antes "sensibilizar os portugueses para o problema das prospeções petrolíferas".
Pedro Gonzalez reiterou que a ANC defende a independência do arquipélago das Canárias e que, nesse cenário, "se teria que conversar com Portugal", sugerindo que deve ser aplicada “a lei do mar e traçada uma linha mediana com a Madeira, o que colocaria as Selvagens em águas das Canárias”, à semelhança do que acontece com Marrocos.

 

In Jornal da Madeira

publicado por Pedro Quartin Graça às 14:19 | link do post | comentar

Selvagens ocupadas por independentistas Canários

 

Um grupo de militantes da Alternativa Nacionalista Canária (ANC) 'desembarcou' na segunda-feira nas Ilhas Selvagens num protesto simbólico de contestação às prospeções petrolíferas previstas na zona e de reivindicação de soberania sobre aquele arquipélago.

Pedro Gonzalez, porta-voz da ANC, explicou hoje à agência Lusa que a ação não pretende "abrir qualquer conflito com Portugal" - que tem a soberania sobre as Selvagens -, mas antes "sensibilizar os portugueses para o problema das prospeções petrolíferas".

"Queremos que Portugal, no seu trabalho de proteção deste meio ambiente, e em consideração deste espaço natural, tenha consciências de que as explorações petrolíferas serão próximas. Portugal pode ter essa sensibilidade porque o demonstra com os seus espaços naturais", disse, apelando também à intervenção da UE no caso.

Os vigilantes da natureza em serviço nas ilhas Selvagens foram surpreendidos na 2ª feira com uma bandeira independentista canária hasteada naquelas ilhas do arquipélago da Madeira e de soberania portuguesa. A versão inicialmente avançada pelo comandante da Zona Marítima da Madeira (ZMM), Félix Marques, em declarações à TSF, era que a bandeira hasteada era espanhola (vermelha e amarela), mas depois foi corrigida a informação, confirmando-se que se tratava da bandeira independentista das Canárias (ver foto de arquivo).

De acordo com o mesmo oficial superior, o navio da Marinha em comissão de serviço na Madeira seguiu esta manhã para as Selvagens, para averiguar a situação no local.

 

Exige-se a imediata tomada de medidas por parte das autoridades nacionais.

 

Veja o vídeo aqui

publicado por Pedro Quartin Graça às 14:03 | link do post | comentar
Quinta-feira, 30.01.14

As Ilhas Selvagens em conferências

 

No Funchal, Madeira, a 7 de Fevereiro com Manuel Biscoito e na Ericeira, Continente, com Adriano Moreira e Pedro Quartin Graça, a 15 do mesmo mês, uma dose dupla e diversificada de conferências sobre as Selvagens.

publicado por Pedro Quartin Graça às 09:27 | link do post | comentar
Sexta-feira, 30.08.13

Selvagens – Reacendeu-se o conflito entre Portugal e Espanha sobre a ZEE das ilhas


Com o envio de uma Nota à ONU, da autoria da Missão Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, datada de 5 de Julho e até hoje completamente desconhecida da opinião pública portuguesa, sendo por nós revelada em primeira mão, reacendeu-se a disputa que, nas últimas décadas, tem levado as autoridades espanholas a porem em causa a dimensão da Zona Económica Exclusiva de Portugal em redor das Selvagens pelo facto de, afirmam os espanhóis, as mesmas não deverem ser classificadas como ilhas, mas sim como “rochas”.


A Missão espanhola escreve taxativamente que “Espanha não aceita que as Ilhas Selvagens gerem, de modo algum, Zona Económica Exlusiva, aceitando, todavia, que as mesmas gerem mar territorial uma vez que as considera como rochas com direito unicamente a mar territorial.”


Mais acrescenta a Missão castelhana junto da ONU que não existe acordo por parte de Espanha relativamente à delimitação da ZEE entre a Madeira e as Canárias.


Este entendimento de Espanha, expresso no aludido documento, e que pode ser visto como a reacção castelhana, em antecipação, à visita do Presidente da República de Portugal às Selvagens no passado mês de Julho, contraria, no nosso entendimento, a Convenção de Montego Bay, de que Portugal e Espanha são Estados signatários, e levaria, caso fosse sufragada, à diminuição da ZEE de Portugal em redor das Selvagens das actuais 200 para, apenas, 12 milhas marítimas (extensão do mar territorial).


Trata-se, a nosso ver, de uma grave tomada de posição de Espanha que põe em causa a Zona Económica Exclusiva de Portugal relativamente à Madeira e que não pode deixar de merecer uma pronta reacção diplomática do Governo português no sentido da reafirmação da qualificação jurídica daquele território como ilhas.


O blog ILHAS SELVAGENS e o Grupo ILHAS SELVAGENS no Facebook não deixarão de acompanhar de forma permanente este grave diferendo que opõe, agora de forma oficial, os dois países vizinhos.


Veja o link para o documento oficial aqui.


Lisboa, 30 de Agosto de 2013

 

Pedro Quartin Graça

publicado por Pedro Quartin Graça às 21:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 25.05.10

As Ilhas Selvagens no Arquivo Histórico da Madeira

TERÇA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2010

O Archipelago das Selvagens - Ernesto Vasconcellos (1917)

Vasconcellos, Ernesto - «O Archipelago das Selvagens», inFolhas d'ouro, gentilmente collaborado por excriptores e artistas portuguezes: (album litterario e artístico), Porto, Carlos de Vasconcelos, 1862-1945, ed. lit.; Jorge, Ricardo, 1858-1939, ed. lit., Lisboa: Typ. dos Caminhos de Ferro do Estado, 1917, págs. 331 - 337.

De entre os muitos colaboradores desta obra temos de destacar o texto da autoria de Ernesto Vasconcelos sobre as ilhas Selvagens.
Por: Paulo Campos
publicado por Pedro Quartin Graça às 21:07 | link do post | comentar
Bem-vindo ao Blog “Ilhas Selvagens”! Este é um espaço dedicado à divulgação das Ilhas Selvagens, subarquipélago da Madeira, o extremo mais a sul do território nacional. Uma janela aberta ao mundo e um retrato da zona mais desconhecida de Portugal. Entre e explore as ilhas!

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